janeiro 23, 2009
Como evitar quedas?
No Brasil, cerca de 29% dos idosos sofrem quedas ao menos uma vez no ano e 13% caem de forma recorrente. Aqui estão algumas dicas para evitá-las:
1. Mexer o pé antes de se levantar melhora a irrigação sanguínea nos membros inferiores;
2. Evitar chinelos, tamancos e demais calçados soltos no pé;
3. Não deixar fios de eletrodomésticos soltos pelo chão;
4. Evitar atividades arriscadas como trocar cortinas, lâmpadas etc;
5. Atividades físicas que proporcionam aumento de força muscular ajudam na prevenção;
6. Óculos com lentes multifocais afetam a percepção de profundidade e dificultam tarefas como descer escada, uma opção é trocá-los por dois. Um para ler e outro para andar;
7. Cuidar dos pés para evitar calosidades;
8. Escolher um tênis com o sistema de absorção de impacto e solado antiderrapante, porque com o envelhecimento há uma diminuição da camada de gordura na planta do pé.
9. Retirar tapetes que possam escorregar, colocar material antiderrapante em pisos e em degraus;
10. Não usar bengalas sem orientação.
janeiro 16, 2009
Estresse em Cuidadores
“Estresse bravo
Quem cuida de um doente ou de um idoso senil precisa tomar cuidado para não cair num estresse e aí não mais conseguir ajudar um parente ou acabar sem emprego, no caso dos cuidadores profissionais, hoje uma profissão disputada. Embora ganhem mais do que a média, esses cuidadores, enfermeiros, atendentes, ou apenas pessoas que se dispões a isso, passam por um desgaste brutal. E podem, inclusive, prejudicar o paciente em não havendo cuidados para o gerenciamento da tensão emocional. Por isso, é comum o alcoolismo nos homens cuidadores e a amargura pesada nas mulheres. A Unifesp fez uma pesquisa e constatou resultados perigosos, principalmente em parentes que se entregam ao sacrifício e não buscam válvulas de escape ou compensações. O eco do martírio do amor latino que nos envolve pode ser a causa.”
Jornal A Tribuna, quarta feira, 21 de maio de 2008-06-05
Cuidado
“Cuidado significa atenção, precaução, cautela, dedicação, carinho, encargo e responsabilidade. Cuidar é servir, é oferecer ao outro, em forma de serviço, o resultado de seus talentos, preparo e escolhas; é praticar o cuidado.
Cuidar é também perceber a outra pessoa com ela é, e como se mostra, seus gestos e falas, sua dor e limitação. Percebendo isso, o cuidador tem condições de prestar o cuidado de forma individualizada, a partir de suas idéias, conhecimentos e criatividade, levando em consideração as particularidades e necessidades da pessoa a ser cuidada.
Esse cuidado deve ir além dos cuidados com o corpo físico, pois além do sofrimento físico decorrente de uma doença ou limitação, há que se levar em conta as questões emocionais, a história de vida, os sentimentos e emoções da pessoa a ser cuidada.”
Extraído do Guia Prático do Cuidador
Cuidador
Cuidador é a pessoa, membro ou não da família, que auxilia nos cuidados do idoso ou portador de necessidades especiais. É responsável por rotinas como alimentação, higiene, medicação, mudanças de posição e lazer. Portanto, o cuidador é um ser humano de qualidades especiais, expressas pelo forte traço de amor à humanidade, de solidariedade e de doação.
A ocupação de cuidador integra a Classificação Brasileira de Ocupações – CBO sob o código 5162, que define o cuidador como alguém que “cuida a partir dos objetivos estabelecidos por instituições especializadas ou responsáveis diretos, zelando pelo bem-estar, saúde, alimentação, higiene pessoal, educação, cultura, recreação e lazer da pessoa assistida”.
A atuação do cuidador está diretamente ligada ao conforto, segurança e ampliação do convívio social do paciente, devendo, portanto, ser considerado parte importante dentro da equipe que oferece assistência de saúde (médicos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos) e sempre que possível deve ser orientado por ela. Considerando a severidade de algumas patologias é indispensável que esse responsável receba orientações claras e práticas para o desempenho seguro dessas atividades.
“O cuidador precisa ser intensamente orientado desde o inicio para manter sua estrutura física e emocional.”
O aumento da expectativa de vida no Brasil aumenta cada vez mais a demanda destes profissionais, que podem ser remunerados ou voluntários. Hoje a figura do acompanhante especializado é um elemento decisivo na aplicação dos cuidados e recomendações terapêuticas em tratamento domiciliar.